Lançamento: 2015
Páginas: 285
Vivian Apple tem 17 anos e mal pode esperar pelo fatídico “Arrebatamento” — ou melhor, mal pode esperar para que ele não aconteça. Seus devotos pais foram escravizados pela Igreja faz tempo demais, e ela está ansiosa para que voltem ao normal. O problema é que, quando Vivian chega em casa no dia seguinte ao suposto Arrebatamento, seus pais sumiram e tudo o que restou foram dois buracos no teto… Vivian está determinada a seguir vivendo normalmente, mas quando começa a suspeitar que seus pais ainda podem estar vivos, ela percebe que precisa descobrir a verdade. Junto com Harp, sua melhor amiga, Peter, um garoto misterioso que tem os olhos mais azuis do mundo e informações sobre o verdadeiro paradeiros dos seguidores da Igreja (ou é o que ele diz), e Edie, uma Crente que foi “deixada para trás”, os quatro embarcam em uma road trip pelos Estados Unidos. Mas, depois de atravessar quilômetros de eventos climáticos bizarros, gangues de Crentes vingativos e um estranho grupo de adolescentes auto-intitulados os “Novos Órfãos”, Viv logo vai perceber que o Arrebatamento foi só o começo.
Confesso que meu primeiro interesse pelo livro surgiu porque a protagonista tem o mesmo nome que o meu o que nunca tinha visto. Mas a sinopse me chamou muito a atenção porque religião quase sempre promete ser um assunto polêmico. Sendo assim, cá estou.
Vivian sempre foi daquelas meninas boazinhas que fazem tudo certo, até que surgiu uma profecia sobre o arrebatamento, começaram a ocorrer várias catástrofes e todo mundo começou à se converter à Igreja Americana, incluindo os seus pais. Ela, sendo cética, foi ficando cada vez mais isolada do grupo de pessoas que costumava conhecer, até que começou uma amizade com Harp, uma menina descrente como ela, e louca.
Vivian tem uma personalidade que é fácil de identificar, ela tem uma grande vontade de fazer algo, de mudar, mas o conformismo acaba sendo mais fácil e vencendo na maioria das vezes. Até que não vence mais, ela toma as rédeas e começa a ser a heroína da sua própria história.
O contexto religioso é bem elaborado, de uma forma à se parecer bastante com vários aspectos reais da atualidade. A autora retrata a intolerância religiosa, o lucro sobre fiéis devotos e também o caráter interesseiro do ser humano em geral. Pra mim o tema fluiu bem e os personagens contribuem pra isso.
De uma forma geral eu gostei muito, o livro é muito divertido e a Vivian e a Harp são uma dupla muito simpática. Tem mistério, a gente espera que vá acontecer descobertas desde o começo do livro. Também me emocionei muito porque o livro traz também toda uma situação tragédia que dialoga com os acontecimentos todo o tempo e nos conduz à emoções diferentes sempre. Ele traz uma noção de força pessoal, de uma forma com que todos nós possamos nos identificar e nos sentir superando barreiras com a Vivian.
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