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15 abril

Wishlist dos 19

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Oi, oi pessoas! 
Dia 19 de Abril é o dia do Índio, mas também é o dia da blogueira deste site. 19 no dia 19 pois é amigos, estou ficando velha. Só o que não envelhece é essa minha vontade de ler cada dia mais. 
Preparei uma Wishlist esse ano um pouco diferente da do ano passado (mesmo que ela tenha dado certo, obrigada amigos <3). Esse ano eu foquei no significado, porque acredito que a vida é muito cheia disso, não é só um livro, um colar ou um desenho. É o que cada coisa representa e o que a pessoa representa para mim. Então vamos lá? Uhuuul! 


09 abril

{Desenhart} Olhos realistas

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Oi, oi pessoas!
Os que me acompanham no twitter sabem que na minha vida tem uma geminiana que sabe fazer basicamente todas as coisas que nós meros mortais sofremos para aprender. A Vivian desenha há muito tempo, mas agora está entrando no mundo dos desenhos realistas. Sim, aqueles desenhos invejáveis que ficamos horas e horas olhando -principalmente eu né, que talvez, assim, por acaso, explore um pouco esse dom que ela tem haha-. 
E foi em uma das nossas conversas de milhões de planos que eu chamei ela para fazer parte do Toca. Não seria incrível termos periodicamente postagens sobre algum tipo de desenho? 
Hoje, vamos mostrar a evolução dos Olhos Realistas dentro de um mês. 

"Os olhos sempre chamam bastante atenção em um desenho. Em alguns desenhos realistas os olhos estão tão perfeitos que não damos atenção para o resto." 
Todos os desenhos mostrados nesse post foram feitos por Vivian Raphaella.
Nos primeiros desenhos, o único lápis utilizado era o HB2 com o auxilio daquele famoso esfuminho mais conhecido como dedo. O mais difícil de um desenho realista é deixa-lo realista, ainda mais se você for apegado em pequenos detalhes. Desenhar com apenas um lápis e sem o auxílio de outros materiais torna todo o processo mais demorado e difícil. 
Com o passar do tempo, pratica e paciência -muita paciência- você aperfeiçoa suas habilidades, chegando cada vez mais próximo do realismo. Não podemos esquecer também dos nossos amigos que fazem aquelas vídeo aulas incríveis que estão sempre ali no youtube prontas para nos ajudar. 

Com a aquisição de alguns materiais como, esfuminho, lapiseira borracha e outros números de lápis, se aproximar do resultado desejado ficou mais fácil. Nossa grande parceira nisso foi a Papelaria Grafitti que complementa os campus do Centro Universitário de Belo Horizonte. 


Evoluir é sempre o nosso objetivo, mas acreditamos que para um mês ela já está muito bem. Um passo de cada vez até chegar quase na perfeição. Quase, porque o perfeccionismo da VIvian não permite que tal coisa exista -tsc geminianos- haha. 

E vocês? Gostam de desenhar? O que acham dos realistas? Nos conte ai nos comentários! 
20 março

{Resenha} Escola de Equitação para Moças - Anton Disclafani

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E ai, gente?
Finalmente estamos de volta! A resenha de hoje é de um livro muito bom, mas também melancólico da Editora Intrínseca. 






Editora: Intrínseca
Publicação: 2013
Em meio à Grande Depressão, enquanto os Estados Unidos estavam à beira do abismo e os dias de bailes de debutantes e vestidos elegantes estavam contados, Thea Atwell, de 15 anos, é afastada de sua casa, na Flórida e mandada para uma escola interna para meninas. Situada nas montanhas de Blue Ridge, na Carolina do Norte, a Escola de Equitação Yonahlossee para Moças é bem diferente da infância idílica que Thea levava com o irmão na fazenda da família – um mundo agora parcialmente arruinado. Enquanto avalia sua responsabilidade nos acontecimentos do passado que a levaram àquele lugar, Thea se vê inserida em um novo mundo, comandado por beleza, dinheiro e amigos influentes, que vai mudar o que ela acredita ser possível para ela, sua família e seu país.


O livro é narrado por Thea, do futuro, e trata principalmente de um ocorrido que afetou toda a sua família. Esse ocorrido é um segredo, e ela vai nos revelando aos poucos. O que é certo é: ele afetou sua família e a levou a passar por tudo que está passando: a entrada no internato e seu sentimento de culpa e de autoflagelação.

Algo que fica bem evidente desde o início do livro, é o amor de Thea pelos cavalos e pela equitação, o que torna sua estadia no internato um presente, tanto quanto um castigo. Thea vai se entregando à rotina do lugar, às pessoas, e vai descobrindo que consegue existir sem sua família, sem seu irmão gêmeo.

Durante o decorrer da história, Thea vai nos apresentando sua família: Sam, seu irmão, seus pais, Georgie, seu primo e os pais de seu primo, que tem participação ativa na vida da família. A gente praticamente acompanha o crescimento de Thea, Sam e Georgie, e eles tem uma infância de dar inveja, com o casarão de Thea, e seu jardim tendo toda a extensão das terras de seus pais, que vão até perder a vista e, principalmente, a liberdade de ir e vir por estas terras como bem entenderem, já que não tem vizinhos ou outras pessoas por perto.

Thea nos conta tudo isso ao mesmo tempo em que narra suas novas experiências na escola. O década ainda é 1930, e as mulheres ainda não tinham pouca ou nenhuma autonomia. A Escola para moças ensinava um pouco de disciplinas como a história e francês, mas as moças nem mesmo eram avaliadas, e a importância dada ás aulas de equitação eram muito maiores. Mesmo o interesse em alguma faculdade, já que estamos falando de meninas ricas, tinha o objetivo de conseguir um marido e formar uma família. A mulher e seu papel na sociedade são conceitos bem menosprezados na história.
“Em Yonahlossee aprendi a lição que tinha começado a ensinar a mim mesma em casa: minha vida era minha. E tive que reivindicá-la para mim.”
Voltando um pouco para a personagem, Thea, a autora conseguiu quebrar a expectativa de uma personagem boazinha injustiçada, ou da riquinha mimada. Thea é um pouco de tudo e, confesso, não sou sua maior fã. Como ela não veio de uma família inserida em um círculo social, e não carrega a responsabilidade manter o nome ou status da família, ela se acha superior ás outras meninas que tem essa preocupação em mente, mesmo que ela não perceba. E sua antipatia com uma colega de quarto, Mary Abbot, foi uma coisa que me irritou muito, porque não tem sentido na história. A pobre coitada é descrita com características que nos causam asco pela personagem desde o início.

Thea é destemida e gananciosa. E acaba por cometer erros de uma garota que não sabe o seu lugar.

Gananciosa foi também a autora, que quis dar doses de erotismo ao livro mas, na minha opinião, errou na dose. Ela descreve as experiências de Thea, com a mente de alguém experiente, que sabe o que está fazendo, quando, mesmo sendo uma menina á frente de seu tempo, Thea ainda é só uma menina que mal reconhece que está crescendo.
“Meus pais tinham me mandado embora porque perceberam que eu era uma menina que ansiava demais, desejava em excesso, de forma inapropriada. E, naquela época, todo aquele desejo era perigoso.”
No geral o livro me agradou, foi uma leitura leve, tranquila, que trouxe uma visão diferente do mundo, principalmente da perspectiva feminina. Achei que o final deixa todo o livro com uma aura de melancolia, mas que também traz uma lição de autonomia. Nós somos tudo de que precisamos pra construir uma vida boa, e mesmo o passado tendo sido maravilhoso, ás vezes temos de romper com ele e talvez seja pra melhor.

“Eu queria tudo [...] , aprendi que era uma menina que conseguia o que queria, mas não sem tristeza, não sem deixar um rastro de destruição tão grande que consumiu minha família. E quase a mim. Quase o trilhei junto com minha família, quase me perdi. Mas eu era egoísta demais. Eu queria demais. E nada do que aconteceu foi uma decisão minha, uma lista pré-concebida, um plano articulado. Não escolhemos quem amamos. E ai de todos nós, por causa disso.”


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