Editora: Intrínseca
Páginas: 320
Ano: 2007
Conheça Ed Kennedy: taxista, patético jogador de cartas, um desastre no amor. Mora numa casinha alugada com seu cachorro viciado em café e está apaixonado pela melhor amiga. Seu dia-a-dia é uma rotina de incompetência, até que, sem querer, impede o assalto a um banco. Então recebe a primeira carta: um Ás. É quando Ed se torna o mensageiro...Escolhido para socorrer, ele segue seu caminho na cidade ajudando e – machucando (quando necessário) – até que resta apenas uma questão: Quem está por trás de sua missão?Eu sou o mensageiro é uma jornada enigmática repleta de humor, socos e amor.
Ed Kennedy. Um perdedor. É o que fica claro na primeira
página. Mas outra coisa também fica clara na primeira página: isso está prestes
a mudar.
Ele tem 19 anos, mora sozinho, e tem um cachorro viciado em
café. Ele vive sua vida trabalhando como taxista, jogando cartas com os amigos
e sendo, na melhor das palavras, um inútil. O problema com Ed é maior do que
possuir quase nenhuma ambição, o pior é
ele se enxergar totalmente inútil e achar que isso tá tudo bem. A imagem que
ele nos leva a criar é pior do que sua realidade, já bastante ruim. Mas tudo
muda quando, depois de impedir um assalto, ele recebe uma carta de baralho com
3 endereços. O objetivo é fazer algo que mude, mesmo que um pouquinho, a vida
da pessoa cujo o endereço da carta se refere.
Ed tem três melhores amigos. Marv, é um mão de vaca
declarado que dá muita importância pra coisas como jogos de cartas e partidas
de futebol no verão. Ritchie é um sujeito ainda mais sem rumo que Ed, que é
extremamente relaxado com tudo na vida. E por fim, Audrey. Sua melhor amiga por
quem ele é perdidamente apaixonado, mas que não quer nada com ele pra não
estragar a amizade que eles possuem.
Também conhecemos sua mãe. Uma senhora de boca
suja que passa a maior parte dos diálogos entre eles mal humorada, e que trata
o Ed de uma forma inferior com relação aos outros irmãos. E, claro. Temos
Porteiro. O cachorro que o pai de Ed deixou pra ele, que fede muito, e que eu
amei desde a primeira página. Todos os personagens são bastante cativantes,
tanto os regulares quanto os irregulares.
E todos eles acabam mostrando algo.
Aos olhos de Ed conhecemos pessoas, vidas extremamente
banais, mas que importam muito. Você percebe que toda vida provavelmente
importa assim, mas estamos ocupados demais pra nos importarmos. À cada nova
carta, aumenta a curiosidade sobre o que deve ser feito na vida dessa pessoa, e
sobre de que modo a vida dela vai prosseguir. Vemos um lado de Ed realmente
lindo, e enquanto ele está descobrindo a si mesmo, vemos a imagem que
construímos dele mudar, sem que percebamos.
Markus Zusak já havia me conquistado totalmente com A Menina
que Roubava Livros, e também com A garota que eu quero. São livros que amo e,
já esperava o mesmo desse. Mas ainda assim, me surpreendi. Zusak consegue tocar
seus sentimentos e mexer com seu pensamento totalmente, com uma história super
envolvente e instigante, e ao mesmo tempo evocando sensações intensas. Eu me
arrepiei em certas parte.
O final é magnífico e temos revelações fantásticas. Tenho
certeza que você vai ficar com a história do Ed na cabeça, quando acabar. E vai sentir um pouco do que ele sente à cada
carta. E talvez, quando estiver andando por aí, você pare e comece a imaginar
como é a vida das pessoas que passam por você na rua. Sinto que é o que vai
acontecer comigo.
“Ás vezes as pessoas são bonitas. Não pela aparência física, pelo que dizem. Só pelo que são.”“” – Ed? Só tem uma coisa que eu quero.- O que é? – Sua resposta é simples:- Querer.”
Nota: Quando eu terminei o livro, meio que tive uma trilha
sonora de encerramento na minha cabeça. A música foi : Ghosts and Creatures -
Telekinesis






