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06 agosto

{Resenha} Eu Sou O Mensageiro - Markus Zusak

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Editora: Intrínseca

Páginas: 320
Ano: 2007
Conheça Ed Kennedy: taxista, patético jogador de cartas, um desastre no amor. Mora numa casinha alugada com seu cachorro viciado em café e está apaixonado pela melhor amiga. Seu dia-a-dia é uma rotina de incompetência, até que, sem querer, impede o assalto a um banco. Então recebe a primeira carta: um Ás. É quando Ed se torna o mensageiro...Escolhido para socorrer, ele segue seu caminho na cidade ajudando e – machucando (quando necessário) – até que resta apenas uma questão: Quem está por trás de sua missão?Eu sou o mensageiro é uma jornada enigmática repleta de humor, socos e amor.
Ed Kennedy. Um perdedor. É o que fica claro na primeira página. Mas outra coisa também fica clara na primeira página: isso está prestes a mudar.

Ele tem 19 anos, mora sozinho, e tem um cachorro viciado em café. Ele vive sua vida trabalhando como taxista, jogando cartas com os amigos e sendo, na melhor das palavras, um inútil. O problema com Ed é maior do que possuir  quase nenhuma ambição, o pior é ele se enxergar totalmente inútil e achar que isso tá tudo bem. A imagem que ele nos leva a criar é pior do que sua realidade, já bastante ruim. Mas tudo muda quando, depois de impedir um assalto, ele recebe uma carta de baralho com 3 endereços. O objetivo é fazer algo que mude, mesmo que um pouquinho, a vida da pessoa cujo o endereço da carta se refere.

Ed tem três melhores amigos. Marv, é um mão de vaca declarado que dá muita importância pra coisas como jogos de cartas e partidas de futebol no verão. Ritchie é um sujeito ainda mais sem rumo que Ed, que é extremamente relaxado com tudo na vida. E por fim, Audrey. Sua melhor amiga por quem ele é perdidamente apaixonado, mas que não quer nada com ele pra não estragar a amizade que eles possuem.

Também conhecemos sua mãe. Uma senhora de boca suja que passa a maior parte dos diálogos entre eles mal humorada, e que trata o Ed de uma forma inferior com relação aos outros irmãos. E, claro. Temos Porteiro. O cachorro que o pai de Ed deixou pra ele, que fede muito, e que eu amei desde a primeira página. Todos os personagens são bastante cativantes, tanto os regulares quanto os irregulares.  E todos eles acabam mostrando algo.

Aos olhos de Ed conhecemos pessoas, vidas extremamente banais, mas que importam muito. Você percebe que toda vida provavelmente importa assim, mas estamos ocupados demais pra nos importarmos. À cada nova carta, aumenta a curiosidade sobre o que deve ser feito na vida dessa pessoa, e sobre de que modo a vida dela vai prosseguir. Vemos um lado de Ed realmente lindo, e enquanto ele está descobrindo a si mesmo, vemos a imagem que construímos dele mudar, sem que percebamos.

Markus Zusak já havia me conquistado totalmente com A Menina que Roubava Livros, e também com A garota que eu quero. São livros que amo e, já esperava o mesmo desse. Mas ainda assim, me surpreendi. Zusak consegue tocar seus sentimentos e mexer com seu pensamento totalmente, com uma história super envolvente e instigante, e ao mesmo tempo evocando sensações intensas. Eu me arrepiei em certas parte.

O final é magnífico e temos revelações fantásticas. Tenho certeza que você vai ficar com a história do Ed na cabeça, quando acabar.  E vai sentir um pouco do que ele sente à cada carta. E talvez, quando estiver andando por aí, você pare e comece a imaginar como é a vida das pessoas que passam por você na rua. Sinto que é o que vai acontecer comigo.
“Ás vezes as pessoas são bonitas. Não pela aparência física, pelo que dizem. Só pelo que são.”“” – Ed? Só tem uma coisa que eu quero.- O que é? – Sua resposta é simples:- Querer.”
Nota: Quando eu terminei o livro, meio que tive uma trilha sonora de encerramento na minha cabeça. A música foi : Ghosts and Creatures - Telekinesis


04 agosto

{Resenha} A Playlist de Hayden - Michelle Falkoff

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Oi, oi pessoas!
Seguindo o ritmo melancólico da última resenha que postei aqui no blog, hoje eu trago A Playlist de Hayden. Um livro triste e necessário na vida de muitas pessoas. 


Editora: Novo Conceito
283 páginas 
Ano: 2015

Depois da morte de seu amigo, Sam parece um fantasma vagando pelos corredores da escola, o que não é muito diferente de antes. Ele sabe que tem que aceitar o que Hayden fez, mas se culpa pelo que aconteceu e não consegue mudar o que sente
Enquanto ouve música por música da lista deixada por Hayden, Sam tenta descobrir o que exatamente aconteceu naquela noite. E, quanto mais ele ouve e reflete sobre o passado, mais segredos descobre sobre seu amigo e sobre a vida que ele levava.
A PLAYLIST DE HAYDEN é uma história inquietante sobre perda, raiva, superação e bullying. Acima de tudo, sobre encontrar esperança quando essa parte parece ser a mais difícil
Hyden e Sam nunca tiveram amigos, era apenas os dois desde sempre. ELes eram melhores amigos há anos, mas com o início da fase adulta eles começaram a passar por alguns momentos difíceis. A companhia de um não era suficiente para o outro, e até então o que era certo e bom, já não era o suficiente.  

Eles pensavam de maneiras distintas. Enquanto Sam achava normal e não via nada grave nisso, Hayden afundou. Definitivamente ficou na pior, sem seu amigo e com uma família muito rígida.

É após uma briga entre os dois numa festa que Hayden se suicida. Deixando Sam para trás, vivo, sozinho e confuso. Mas com um bilhete junto de um ipod e nele dizia “Ouça, você vai entender.”
Desnorteado ele começa a ouvir a playlist que seu amigo morto deixou. Buscando respostas e tentando compreender o que aconteceu.


E é quando ele conhece Astrid, uma garota que se diz amiga de Hayden é que ele percebe que não conhecia tão bem seu melhor amigo como imaginava. E esse é só o início de todo o mistério. 

A história é narrada em primeira pessoa pela visão de Sam, e com isso conseguimos sentir todo sofrimento e melancolia do garoto pela perda seu amigo. Ele não sabe o que levou Hayden a fazer aquilo, mas está determinado a descobrir. Eu me senti muito Sam em vários momentos da história.

Ele é um personagem inteligente e encantador, que não merece sofrer tanto quanto sofre. Eu realmente fiquei muito triste por ele e com ele.
A leitura é muito fluida, a narrativa e o drama me fizeram engolir o livro. Quanto mais perto Sam vai chegando das respostas que procura, e conhecendo mais sobre seu melhor amigo a história vai ficando melhor.

Esse mês eu li Eu Estive Aqui, que é um livro com uma premissa parecida com o da Playlist, mas diferente de lá, nesse livro eu consegui sentir tudo que o Sam passou. É um livro completamente sentimental.

Uma das coisas mais interessantes é que o livro é marcado por bandas, músicas e cantores. Ramones, Metallica, Skylar Grey e muitos outros preenchem o vazio de felicidade com suas músicas. Cada capítulo inicia com uma música diferente.

Não é uma promessa de final feliz, longe disso. O objetivo da autora é retratar o bullying e o preconceito e suas conseqüências, porque o que aconteceu com Hayden não atingiu apenas ele. E precisamos abrir os olhos, precaver tais atitudes de algumas pessoas e também alertar alguns pais. Parem de tentar estereotipar seus filhos!
A culpa não vai embora tão cedo, e é com ela que muitos personagens que aparecem durante o livro terão que conviver.

Essa é uma leitura forte, pesada, bonita e totalmente recomendável! 

01 agosto

{Resenha} Eu estive aqui - Gayle Forman

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Oi, oi pessoas!
A resenha de hoje é de um livro que foi lançado recentemente pela editora Arqueiro. Para os que gostaram de Se eu Ficar esse livro é mais que recomendado! 

Editora: Arqueiro
Páginas: 240
Ano: 2015
Quando sua melhor amiga, Meg, toma um frasco de veneno sozinha num quarto de motel, Cody fica chocada e arrasada. Ela e Meg compartilhavam tudo... Como podia não ter previsto aquilo, como não percebera nenhum sinal? A pedido dos pais de Meg, Cody viaja a Tacoma, onde a amiga fazia faculdade, para reunir seus pertences. Lá, acaba descobrindo muitas coisas que Meg não havia lhe contado. Conhece seus colegas de quarto, o tipo de pessoa com quem Cody nunca teria esbarrado em sua cidadezinha no fim do mundo. E conhece Ben McCallister, o guitarrista zombeteiro que se envolveu com Meg e tem os próprios segredos. Porém, sua maior descoberta ocorre quando recebe dos pais de Meg o notebook da melhor amiga. Vasculhando o computador, Cody dá de cara com um arquivo criptografado, impossível de abrir. Até que um colega nerd consegue desbloqueá-lo... e de repente tudo o que ela pensou que sabia sobre a morte de Meg é posto em dúvida.

Meg e Cody eram muito amigas, as melhores. Era isso que Cody achava, mas quando Meg se suicida em um quarto de hotel com um veneno articulado, ela não sabe o que pensar. Ela nunca soube que isso se quer passava pela cabeça de sua amiga, que sempre foi feliz, carismática e rodeada de pessoas que a amavam. 

Quando os pais de Meg pedem ajuda a Cody para tirar as coisas dela de seu quarto de uma “república” em que ela ficava, é que ela percebe que as pessoas que conviviam com ela ali não conheciam Meg e que ela também não a conhecia. 

As pessoas, as coisas, os animais. Ela não sabia de nada. E então ela se questiona, por que não conhecia sua melhor amiga? E após encontrar um arquivo no computador da amiga resolve investigar sua morte. 

E de repente ela se vê indo mais além do que imaginava, e descobrindo coisas que ela jamais imaginaria. 


Narrado em primeira pessoa, o livro apresenta a visão de Cody sobre a história. Sua busca, drama e decepção sobre o caso da sua melhor amiga, mas não de maneira profunda. Na maior parte da história é tudo narrado de maneira bem simples, quase superficial. 

O que a autora nos mostra aqui é como as pessoas lidam com a morte quando ela vem de uma maneira tão inesperada e triste. As diferentes visões que se tem de uma mesma pessoa. 

Os personagens em geral são muito bem aproveitados, cada um deles apresenta sua visão de Meg. 

Cody é uma boa personagem principal, mesmo não sabendo lidar com os problemas algumas vezes e deixando isso completamente irritante, ela consegue chamar a atenção e é com ela que seguimos a leitura. Eu demorei a me apegar a ela, mas quando isso aconteceu não tinha jeito mais. Eu sofri e compreendi seus atos. Querendo ou não, temos que compreender seus surtos. Sua melhor amiga se matou, ela não conhecia sua melhor amiga. 


“– Você nunca conhece as pessoas de verdade, não é? – comenta ele.Não. Não conhece."


O romance do livro não é inovador, mas também não é o foco principal do livro. Você consegue ligar os pontos com facilidade, mas até que eu gostei do casal. Foi um bônus, porque a história em si não precisa de romance. 

O final do livro é muito bom. É o ápice, o que faz você olhar pro tempo e pensar “nossa, valeu a pena”. A autora explica tudo que até então havia ficado com lacunas.

E mais uma vez a reflexão sobre a internet surge. Até quando as pessoas vão propagar o ódio aqui? Será que nunca poderemos viver em paz?

"Você tinha um monte de pedras nas mãos, então resolveu limpá-las, deixá-las bonitas e fez um colar. Meg ganhou um colar de joias e se enforcou com ele." 

O objetivo da autora desde o inicio foi alertar seus leitores sobre a depressão e suicídio e como a internet muitas vezes contribui para esses acontecimentos. Ao finalizar a leitura eu possuía inúmeras reflexões e uma certeza. Mesmo de maneira vaga, Gayle sabe finalizar uma história. 



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